O restinho de paciência que veio comigo se diluiu por completo. Ando de um jeito que não aguento sequer ouvir, diga lá ouvir a mesma história várias vezes.
E [me] parece que a minha realidade é tão insensata que me obriga a ser ouvinte de uma mesmo pedido, de uma mesma recomendação, de uma mesma reclamação, de uma mesma promessa milhares de vezes.
A minha natureza é totalmente impaciente. A ponto de não gostar de filas, nem de portas de banco. A ponto de só parar em postos de gasolina por pura necessidade.
A ponto de não encarar filas para se servir e, muito menos, de ouvir uma longa história.
Deixo qualquer pessoa no vácuo. Ando cansada. Literalmente cansada das mesmas pessoas, das mesmas histórias, das mesmas recomendações. Incluisive, dos meus mesmos medos.
Ando cansada de não seguir o meu coração. Que tanto me protege de viver novas histórias, de arriscar, de conhecer, de me derreter, de andar ao vento, de sair para pescar, de viver.
Ando cansada de temer a voz do silêncio que manda e desmanda nos meus próprios medos.
Ando cansada de sentir calor. De não dominar o frio. De ter medo da chuva.
Ando ... ando ... ando ...
E, ao mesmo tempo, me sinto tão, digo tão parada. Que eu mesma, me canso.



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