domingo, 24 de janeiro de 2010

Conclusões.

Nós decididamente não temos o mesmo vocabulário. Aliás, nem falamos a mesma língua.
E deve ser por esta razão que não nos entendemos em nada.
É que ela não fala nem português, nem inglês.
E eu não falo o mandarim que ela domina tão bem.
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Eu gosto de flores. Ela, de garrafas velhas.
Eu gosto de livros. Ela, de tralhas.
Eu gosto de vinho. Ela, de drugs.
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Quando o assunto é pessoas, não lhe conferimos os mesmos valores.
Ela gosta de gente com sobrenome. Eu gosto de gente com personalidade.
Ela gosta de gente com profissões de peso. Eu gosto de gente com alma.
Ela valoriza dinheiro na conta. Eu valorizo um coração cheio de amor.
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No dia-a-dia, tudo poderia ser mais fácil.
Mas, nós nos cansamos bem fácil uma da outra.
Nem mesmo quando os assuntos são os mais banais, a gente consegue se entender. Diga lá quando se trata de delicadezas.
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Não gostamos das mesmas pessoas.
Não gostamos dos mesmos assuntos.
Nem mesmo gostamos uma da outra.
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Pra falar a verdade, não unimos força em nada.
Eu sou o seu inverso diretamente proporcional.
Ela, a direção oposta do meu gostar.
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Se eu pudesse escolher entre conviver e não conviver.
Não precisaria me esforçar para dizer em uma frase que eu não conviveria.
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Eu gostaria, se fosse possível, de desatar os laços ...
Ou melhor, de desamarrar os nós.
Mas, ai é trabalhar no campo das impossibilidades ...
E elas não me competem.
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Então, por enquanto, é aguardar as medidas do tempo ...
E continuar trabalhando para melhorar as escolhas da vida.
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E eu espero que a vida me devolva toda a alegria que me foi roubada.

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