Eu acho até que todo mundo tem direito de escrever da forma que quiser. É direito do usuário de uma língua, variar. Ou vareiar, para quem gosta de usar a língua de acordo com a consciência individual.
Mas, é direito de quem lê, sobretudo, de quem lê porque apreendeu o sentido de ler, de gostar de ler textos bem escritos. Quero dizer, textos coerentes e coesos. E de se chocar com as variações inaceitáveis de quem tem tanta preocupação com os "detalhes" da vida alheia.
E, por sinal, eu li em algum livro bem escrito, que "o poder da palavra é o poder de mobilizar a autoridade acumulada pelo falante ...", a que acrescento "e pelo escritor".
Percebe-se, então, que pouca ou nenhuma autoridade se encontra em quem ocupa a posição de escritor-vulgar. Nesse sentido, essa ideia de fazer da língua o que quiser afasta mesmo o valor individual da cadeia de legitimação do saber.
E ai fica fácil formalizar as distâncias ...



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