Eu percebo que eu ainda tenho os mesmos medos de quando eu tinha 14 anos de idade e era obrigada a esperar o chato do motorista que ia me buscar na escola. Eu sempre era uma das últimas a ir embora. E isto me deixava ansiosa, com medo de ficar sozinha, de não conseguir chegar em casa. Sei lá, eram tantas divagações na minha mente que só hoje - depois de muitos anos - eu consigo entender a sensação de medo que o tal motorista me deixou de presente.
Quando eu vejo alguma colega desligar o computador e pegar a bolsa, eu já fico sem condições de raciocinar. A sensação que eu tenho é de que não vai dar tempo eu sair de dentro do prédio. E dentro de mim, parece que se apressam umas perninhas imaginárias que sentem vontade de voar até chegar em casa antes de qualquer pessoa.
Ainda hoje, dificilmente eu vou ao salão no final da tarde. Porque não posso ver as pessoas saindo prontas antes de mim que eu sinto logo uma vontade alucinante de pedir pra manicure deixar minhas unhas pela metade e sair correndo até chegar em casa.
Da mesma forma, não vou a lojas, shoppings, nem ao supermercado, nem a qualquer lugar próximo do horário de fechamento das portas. Não dou conta do medo.
E eu sei que pode parecer louco isto. Mas, esta é uma das minhas fragilidades.
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