Às vezes, eu converso comigo mesma. Tento me consolar pelas coisas que ainda não chegaram na minha vida. Tento, ao mesmo tempo, entender o porquê de tanta demora. Tento me convencer de que o tempo é bom. E de que ele coopera para o meu bem.
Tento me sustentar nas promessas. No que eu não vejo. No que eu não sinto. No que eu nem tenho certeza se realmente vai acontecer.
Tento ver o que eu não visualizo nem na mente. Tento sentir o que eu nem tenho ideia de como seria se existisse.
E vivo ... Aliás, tenho vívido assim ... me consolando aqui, me consolando ali. Driblando, na verdade, os meus próprios desesperos.

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