Acordei sem muita criatividade. Mas, com muita vontade que tudo se desse de maneira diferente.
O dia logo se apresentou de forma engraçada. Ao chegar na OCA, fui - ameaçadoramente - reconhecida no estacionamento por uma mocinha que tinha sido minha aluna em meados de 1453 - justamente quando se deu a tomada de Constantinopla pelos turcos.
É engraçado como eu guardo esta data. Aliás, pessoas leitoras, eu quero dizer que sou especialista em números de telefone, datas de aniversários, placas de carro, CPF's, CNPJ's e códigos de barra. Descobri por meio do Domingo Espetacular que faço parte de um grupo de 6 pessoas no mundo que tem super memória [risos] ... verdade, eu lembro de 'quase' tudo!!!
Enfim, logo na subida das escadas [sim, a OCA tem elevador mas, eu queria provar para mim mesma que eu tenho preparo físico o suficiente para subir escadas]. E dei a largada!!!
Não tinha subido nem dois degraus, quando fui novamente abordada por alguém que gritou: - Emanuelle!!!.
Logo pensei: - Meu Deus, como estou sendo incrivelmente reconhecida hoje!!!].
Logo pensei: - Meu Deus, como estou sendo incrivelmente reconhecida hoje!!!].
Era outro aluno, gente. Olha ai uma classe que sempre vai te reconhecer. Não sei se pelos seus méritos ou porque eles te odiaram no passado, mas o fato é que eles sempre vão gritar o seu nome. E o melhor: eles sempre vão te ver na mesa de um bar, na esquina, no supermercado, numa loja, no banco, passeando de carro numa rua sem saída ou fazendo qualquer coisa que você jamais pensou em fazer. Você passa a ser um ideal de ídolo para ser amado ou odiado.
Eu jamais lembraria do nome desta criatura [neste momento, enterrei a super memória]. Mas, lembro que ele me incomodava até o bastante com o seu comportamento do tipo 'suspeito' e desrespeitoso. Lembro-me, também, que esta mesma criatura só parou de sacanear as minhas aulas de inglês quando, numa bela manhã, ele me disse que ia fazer vestibular na UnB e eu, sem querer, devolvi os sorrisos que ele sempre me deu gratuitamente ao longo dos três anos em que nos encontrávamos às quintas-feiras.
Parece que ele entendeu direitinho que não deveria achar as minhas aulas de inglês tão engraçadas. E eu, desde então, parece que fiquei distribuindo 'amostras' de sorriso ... esperando desejosa, claro, que ele se encaminhasse rumo ao sucesso.
Confesso: nosso reencontro hoje foi bastante cortês. Posso dizer, inclusive, que trocamos afeto e gentilezas. Ele, por sinal, largou o seu cafezinho para gritar o meu nome e subir - num único passo e juntamente comigo - os dois degraus que eu estava tentando subir.
Adorei quando ele disse que ia me dar as coordenadas de como chegar ao auditório da OCA. [Me] parece que ele sabia exatamente o que eu estava indo fazer ali [receber novas diretrizes no quesito 'humanização'].
E eu me humanizei com isto. Porque, afinal, 'humanizar significa respeitar o outro'.
Acho que, hoje, finalmente, trocamos respeito. E ajustamos o que tinha ficado 'sem reparos' numa relação do passado.
Parece que, hoje, incrivelmente, percebemos que o respeito precisa sempre ser nivelado. A ponto de reconhecer que os degraus que nos levam são os mesmos que nos trazem de volta.
Manuzinha querida,
ResponderExcluirEstive na OCA para fazer a identidade da Raquel e fiquei encantada com o bom atendimento e a agilidade dos profissionais de lá.
Beijos,
Nena.
Manu, é incrível como você escreve... adorei esse texto e, acredite, tem tudo a ver com o que vivi hoje.
ResponderExcluirBeijos florr