terça-feira, 30 de novembro de 2010

O trabalho de tentar ser melhor.

Eu sou pessoa de natureza impaciente. Não tenho disposição para conversas chatas, pessoas 'superdisponíveis' e afins. Por vezes, fico irritada facilmente. Costumo dizer que eu não vim ao mundo para brincar. E chega a ser uma grande verdade. Nem de piada eu consigo gostar. Precisa ser a piada mais refinada do mundo para que eu me disponha a liberar um sorriso frouxo. 

Há quem diga por ai que eu sou uma moça chata. E eu me dou o direito de concordar. Porque, na verdade, a mim mesma, eu aplico este adjetivo.

E, para isto, vamos entender. Não é que eu saia por ai tratando as pessoas de uma maneira deselegante, ou mesmo, que eu seja arrogante em dias de paz. O negócio é comigo mesma. De tão impaciente, sou naturalmente fechada, taciturna [e ai eu me lembro da descrição de Bentinho], indisposta.

E pessoas assim, não são 'totalmente' agradáveis. Tornam-se chatas pelo invólucro.

O bom disto tudo é que eu tenho convicção de que sou assim. Por vezes, melhor. Por vezes, pior. Mas, eu me dou [todos os dias] o trabalho de tentar ser melhor.

Não desisto de mim. Aliás, não desisto da paciência, da leveza, da paz, da cura interior, do amor que está prestes a vir, da vida contente, do prazer no trabalho.

E eu acredito que o meu caminho perpassa cada campo deste com a altivez que um ser humano precisa. 

Quero dizer, dignamente. Tenho lutado dignamente contra os revezes da vida.

3 comentários:

Pelo seu comentário, sorrio por dentro.